Hoje, 10/7, é dia nacional de luta! Fora Bolsonaro & Mourão! Abaixo os governos que usam a pandemia para nos atacar!


Ao longo da história, vemos a constante luta dos trabalhadores em manter direitos e conquistar outros que são negados. A classe trabalhadora busca condições dignas para exercer suas profissões, sem ter que adoecer para conseguir se sustentar. Durante a pandemia, esta realidade se tornou ainda pior. Muitos trabalhadores dos setores ditos essenciais tiveram que se arriscar a contrair a Covid-19 (o novo coronavírus). Outros foram obrigados a trabalhar para não perderem seus empregos. O governo Bolsonaro & Mourão tentou diminuir a gravidade da crise sanitária mundial desde o início. Tentou nos convencer de que a doença que já matou mais de 69 mil pessoas era apenas uma “gripezinha”. O presidente e seu vice, como conivente, fizeram campanha incansável sobre a economia não poder parar, mas não citaram o custo para esta engrenagem se manter: as vidas de trabalhadores. Seguraram o quanto puderam o auxílio emergencial. Até hoje há mais de um milhão de pessoas precisando desta renda que não chega a um salário mínimo. A regra deveria ser o isolamento social, mas os governos nos empurram para as ruas. Não podemos deixar que “passem a boiada” enquanto tentamos sobreviver. Uns em casa em uma espécie de prisão domiciliar para não contrair o vírus, outros nas ruas se arriscando diariamente.

Cabo Frio

Em Cabo Frio, vemos o prefeito Adriano Moreno (DEM) tentando seguir os passos do presidente genocida. Em abril, demitiu mais de 3 mil contratados da forma mais desumana. Em meio a uma pandemia mundial que não permitiria que eles pudessem buscar outro emprego. Até hoje, o prefeito não pagou o salário de maio de um grupo de aposentados. O pagamento de junho também já está vencido para todos os profissionais da Educação, ativos e aposentados. A prefeitura tem dívidas antigas com os servidores, geradas em gestões de outros prefeitos, mas além de não pagar o que é de direito, o prefeito caloteiro atrasa os salários há meses. Diante deste caos, ainda pretende abocanhar mais 3% sobre a  contribuição previdenciária. Como se a culpa dos ralos da prefeitura fosse dos trabalhadores.

Armação dos Búzios 

Em Armação dos Búzios, o prefeito André Granado (MDB) também segue a cartilha do governo Bolsonaro & Mourão. Foi um dos primeiros municípios a demitir os contratados da Educação. Não satisfeito em tirar o sustento de famílias durante a pandemia, convocou todos os servidores, exceto os professores, para trabalharem presencialmente nas escolas. O prefeito é médico, mas isso não é o suficiente para fazer com que pense em vidas. Ele prefere seguir as regras do presidente. O plano de Bolsonaro & Mourão é esconder as mais de mil mortes diárias e tentar convencer o povo que tudo está bem para a economia não parar. O lucro de grandes empresários não pode ser reduzido, mesmo que isso custe a vida de servidores, alunos e seus familiares. Além disso, a data de reajuste em Búzios é em março, ou seja, antes do isolamento social, teríamos que já ter negociado as perdas inflacionárias do período. O prefeito André Granado (MDB) não cumpriu a lei e encaminhou o aumento da previdência para 14% em tempo record. Dessa forma, os servidores de Búzios tiveram seus salários reduzidos em mais de 3%.

Arraial do cabo

Em Arraial do Cabo, o prefeito Renatinho Viana (Republicanos) resolveu inovar lançando o ensino remoto (Ensino à Distância fake) usando os recursos dos próprios professores. Na linguagem popular, estão “pagando para trabalhar”. Eles foram obrigados a ceder os números dos seus celulares pessoais para enviar atividades aos estudantes. Segundo denúncias, até os responsáveis de alunos estão sendo obrigados a acessarem as atividades enviadas com ameaça de serem denunciados ao Conselho Tutelar se não o fizerem. Assim como o presidente, o prefeito menospreza o conhecimento. Ensinar não pode ser feito via Whatsapp. É preciso que seja feito em sala de aula, na troca de informações entre os alunos e com o professor. O que o prefeito Renatinho Viana (Republicanos) faz é fingir que atende aos alunos.

Rede Estadual

No estado do Rio de Janeiro, o governador Wilson Witzel (PSC) se diz opositor ao presidente Bolsonaro, mas na prática é igual. Tentou fazer o ensino à distância durante a pandemia num país em que muitas pessoas não têm sequer comida, que dirá internet de qualidade para baixar as atividades escolares. Os alunos são obrigados a acessar o Google Classroom todos os dias para não receberem falta. A adesão a essa plataforma tem sido baixíssima, ou seja, mais um estímulo para a evasão escolar. Os professores da rede estadual também precisam usar seus recursos para trabalhar, sendo que não recebem reajuste da inflação há cerca de seis anos. No dia 9 de julho, o secretário de Educação, Pedro Fernandes, fez uma nova LIVE em sua página do Instagram. Já é um absurdo o governo não se posicionar de forma oficial, mas além disso, convocou os servidores para retornarem às escolas em 3 de agosto de forma “administrativa”, enquanto ainda não há previsão de queda do número de mortes no Brasil. O Rio de Janeiro é um dos estados mais afetados pela doença, mas o secretário já afirmou que não irá distribuir máscaras aos alunos.

Mesmo em casa, estamos em luta! Participe das ações deste Dia Nacional de mobilização!

O Sepe Lagos convida a população para se mobilizar hoje, neste 10 de junho, que é um dia nacional de lutas pelo #ForaBolsonaro&Mourão e contra todos os governos que se aproveitam da pandemia de Covid-19 para atacar nossos direitos. A partir de 11h, teremos “tuitaço” e agitação nas redes sociais com postagens que mostrem nossa insatisfação. Às 20h, será o panelaço nacional "Fora Bolsonaro & Mourão".

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